Se você está pesquisando qual tecido usar para cortina, provavelmente já percebeu que essa escolha vai muito além da estética. O tecido certo influencia diretamente na luminosidade do ambiente, no conforto térmico e, principalmente, na facilidade de manutenção — um fator que muita gente descobre tarde demais, quando a peça já está manchada ou acumulando poeira. A verdade é que não existe um tecido “perfeito” universal, mas sim a opção ideal para cada cômodo e necessidade.
Na prática, a rotina de limpeza é o ponto que mais pesa na decisão. Tecidos como o voil e a organza são leves e elegantes, mas exigem cuidados delicados e não resistem bem à lavagem frequente. Já opções como o blackout e o linho misto oferecem maior durabilidade e são mais tolerantes a processos de higienização profissional. Para quem vive em Goiânia, onde o clima é quente e empoeirado grande parte do ano, essa escolha precisa ser ainda mais estratégica.
Além da funcionalidade, vale considerar que cortinas acumulam ácaros, fungos e bactérias invisíveis a olho nu. Por isso, entender as propriedades de cada tecido ajuda não só a manter a beleza do ambiente, mas também a preservar a saúde da sua família — especialmente se você tem crianças ou pets em casa.
Qual Tecido Usar para Cortina? Guia Completo por Ambiente e Necessidade
Escolher qual tecido usar para cortina vai muito além da estética: interfere diretamente na luminosidade, no isolamento térmico, na privacidade e na rotina de manutenção do ambiente. Tecidos com trama fechada, como o veludo ou o blackout revestido, bloqueiam até 99% da luz externa, enquanto opções leves como o voil filtram a claridade sem escurecer o cômodo. A decisão errada pode transformar um quarto em uma estufa no verão ou deixar uma sala de TV com reflexo constante na tela.
Em Goiânia, onde a incidência solar é intensa na maior parte do ano, o fator térmico pesa ainda mais. Tecidos de poliéster com proteção UV ajudam a reduzir a temperatura interna e preservam móveis e pisos do desbotamento. Além disso, a umidade relativa do ar elevada em meses chuvosos exige atenção ao risco de mofo — o que torna a escolha do material um componente de saúde respiratória, não apenas de decoração. Para quem já tem cortinas instaladas e enfrenta esse problema, vale consultar como tirar mofo de cortina de tecido antes de substituir a peça.
Este guia detalha as características de cada tecido, a indicação por cômodo, o cálculo de metragem e os cuidados de lavagem. A proposta é dar critérios objetivos para que a compra não dependa apenas do toque ou da cor na loja, mas de variáveis mensuráveis como gramatura, composição, fator de abertura e resistência à tração.
Os Principais Tipos de Tecido para Cortina e Suas Características
O mercado brasileiro concentra a oferta de cortinas em sete grandes famílias de tecidos, cada uma com comportamento distinto diante da luz, da umidade e do uso diário. A composição da fibra — natural, sintética ou mista — determina o caimento, a facilidade de lavagem e a durabilidade da peça. Entender essas diferenças evita o erro clássico de comprar um tecido bonito, mas inadequado para a função que a cortina precisa cumprir.
Voil: Leveza e Transparência para Ambientes com Muita Luz
O voil é um tecido de trama aberta, geralmente 100% poliéster, com gramatura entre 40 e 80 g/m². Sua principal função é filtrar a luz natural sem bloquear a visão, criando uma barreira visual parcial que protege a privacidade durante o dia. Por ser translúcido, não escurece o ambiente — é a escolha padrão para salas de estar voltadas para varandas ou jardins e para cozinhas onde se deseja luminosidade constante.
Na prática, o voil funciona como primeira camada em composições com cortinas mais pesadas, como o blackout ou o linho. A manutenção é simples, mas exige cuidado: a trama delicada rasga com facilidade se lavada com peças que tenham zíperes ou botões. Para quem já tem esse tecido em casa, o passo a passo de como lavar cortina voil detalha temperatura, sabão e secagem adequados.
Linho: Sofisticação, Caimento Natural e Durabilidade
O linho é uma fibra natural extraída do caule da planta do linho, com resistência à tração até 3 vezes superior à do algodão. Cortinas de linho puro têm textura irregular característica, caimento rígido e elegante, e envelhecem bem — ao contrário do que ocorre com tecidos sintéticos, que tendem a formar bolinhas com o atrito. A gramatura típica para cortinas varia de 180 a 300 g/m².
O ponto de atenção é o encolhimento: o linho pode reduzir de 3% a 5% nas primeiras lavagens se não for pré-encolhido. Por isso, a maioria das cortinas comercializadas como “linho” no Brasil é, na verdade, de poliéster com aspecto de linho — uma alternativa que mantém a estética sem o custo elevado e a manutenção exigente da fibra natural. O linho verdadeiro amarrota com facilidade e exige passar ainda úmido para recuperar o caimento.
Algodão: Versatilidade, Conforto e Fácil Manutenção
O algodão é a fibra natural mais usada em cortinas casuais, com gramaturas que vão de 120 a 250 g/m². Aceita tingimento com facilidade, o que explica a enorme variedade de cores sólidas e estampas disponíveis. Cortinas de sarja de algodão, por exemplo, têm trama diagonal que confere resistência e toque macio, funcionando bem em quartos infantis e salas informais.
A desvantagem estrutural é a absorção de umidade: o algodão retém até 25% do próprio peso em água, o que favorece a proliferação de fungos em ambientes úmidos. Em cidades como Goiânia, com estação chuvosa prolongada, cortinas 100% algodão em áreas sem ventilação cruzada podem desenvolver mofo em poucas semanas. A lavagem frequente é obrigatória, e a secagem deve ser completa antes de recolocar a peça no varão.
Poliéster: Resistência, Custo-Benefício e Variedade de Acabamentos
O poliéster responde por mais de 70% das cortinas vendidas no Brasil, segundo estimativas do setor têxtil. A fibra sintética tem secagem rápida, não encolhe, resiste ao desbotamento e custa de 30% a 60% menos que fibras naturais equivalentes. A versatilidade de acabamentos é o grande trunfo: o mesmo poliéster pode ser tecido para imitar linho, seda, algodão ou até veludo.
Há três categorias principais no mercado: o poliéster liso (trama simples, ideal para cortinas funcionais), o poliéster texturizado (com relevo, disfarça poeira e amassados) e o poliéster com proteção UV (recomendado para janelas com sol direto). A gramatura mínima para um bom caimento em cortinas de 2,5 m de altura é de 180 g/m² — abaixo disso, a peça fica “esvoaçante” demais e não assenta bem no varão.
Blackout: Bloqueio Total de Luz e Privacidade Máxima
O blackout não é exatamente um tecido, mas uma família de materiais projetados para bloquear de 90% a 100% da passagem de luz. O modelo mais eficiente é o blackout revestido, que recebe uma camada de polímero acrílico em uma das faces — essa película é a responsável pelo bloqueio, independentemente da cor ou da trama do tecido de base. Já o blackout de trama fechada (sem revestimento) depende da densidade dos fios e raramente ultrapassa 95% de bloqueio.
A aplicação clássica é em quartos, salas de home theater e clínicas que exigem escuridão controlada. O blackout também tem função térmica relevante: a camada de revestimento reflete parte da radiação solar, reduzindo o ganho de calor interno. Para conhecer as variações disponíveis e quando cada uma vale a pena, veja qual melhor tecido para cortina blecaute.
Veludo: Elegância e Isolamento Térmico e Acústico
O veludo é um tecido de superfície pilosa, obtido pelo corte de laçadas de fio durante a tecelagem. Essa estrutura tridimensional retém ar entre as fibras, criando uma barreira natural contra troca de temperatura e propagação de som. Cortinas de veludo com gramatura acima de 300 g/m² podem reduzir em até 30% a reverberação de um ambiente, motivo pelo qual são usadas em salas de música e cinemas.
O veludo de poliéster domina o mercado atual por ser mais barato e resistente a manchas que o veludo de seda ou algodão. A manutenção exige aspirador de pó semanal para evitar acúmulo de poeira entre os pelos e lavagem profissional anual, já que a peça é pesada e demora para secar. Em ambientes com pets, o veludo de pelo curto é preferível ao de pelo longo, que retém mais pelos de animais.
Jacquard: Textura Rica e Padrões Sofisticados para Ambientes Clássicos
O jacquard não é uma fibra, mas um tipo de tecelagem que cria desenhos em relevo diretamente no tear, sem estamparia. O resultado é um tecido com frente e verso diferentes, padrões que vão do floral ao geométrico, e gramaturas que costumam partir de 250 g/m². A complexidade do processo encarece a produção: cortinas de jacquard custam, em média, de 2 a 4 vezes mais que um poliéster liso de dimensões equivalentes.
A indicação principal é para salas de jantar, halls de entrada e ambientes corporativos que buscam imponência visual. O jacquard de poliéster é a versão mais prática, pois não amarrota com facilidade e aceita lavagem a seco. Já o jacquard com fios de algodão ou viscose tem toque mais nobre, mas exige cuidados redobrados com encolhimento e manchas de água.
Como Escolher o Tecido Certo para Cada Ambiente da Casa
Cada cômodo impõe condições específicas de umidade, luz, circulação de ar e uso diário. O tecido ideal para a sala raramente é o ideal para a cozinha ou para o banheiro. A lógica de seleção deve partir da função primária da cortina no ambiente — filtrar luz, bloquear luz, garantir privacidade ou resistir à gordura e à umidade — e só então considerar cor e textura.
Tecido para Cortina de Sala: O Que Considerar na Escolha
A sala é o ambiente de convivência, onde a cortina precisa equilibrar estética e funcionalidade. Se a janela recebe sol direto no período da tarde, a prioridade é um tecido com proteção UV ou gramatura elevada para reduzir o calor e o desbotamento de sofás e tapetes. Tecidos de poliéster texturizado entre 200 e 280 g/m² cumprem bem esse papel sem pesar no orçamento.
Para salas integradas com TV, o ideal é compor duas camadas: um voil para o dia e um blackout ou veludo para controlar o reflexo na tela. A camada dupla também permite ajustar a privacidade sem abrir mão da luz natural. Em salas pequenas, tecidos muito pesados ou com estampas grandes reduzem visualmente o espaço — prefira cores claras e trama média.
Tecido para Cortina de Quarto: Prioridade para Privacidade e Conforto
No quarto, a cortina tem função direta na qualidade do sono. O blackout revestido é a escolha técnica mais eficiente para quem precisa de escuridão total, especialmente em quartos voltados para rua ou para o nascente. Estudos de cronobiologia indicam que a exposição à luz durante o sono reduz a produção de melatonina em até 50%, afetando o ciclo circadiano — o bloqueio total de luz é, portanto, uma decisão de saúde.
Para quem prefere acordar com luz natural gradual, o voil ou o linho leve funcionam como camada única, mas sacrificam a privacidade noturna. A solução intermediária é o forro blackout removível: mantém a cortina decorativa por fora e adiciona a camada de bloqueio por dentro, sem alterar a fachada visual do quarto. Quartos de bebês e crianças pequenas se beneficiam do blackout para sonecas diurnas.
Tecido para Cortina de Cozinha e Área de Serviço: Praticidade em Primeiro Lugar
A cozinha concentra gordura em suspensão, vapor e variações bruscas de temperatura — condições hostis para tecidos delicados. O poliéster é imbatível nesse contexto: não absorve gordura com facilidade, seca rápido e aceita lavagens frequentes sem deformar. Tecidos de trama fechada, como o poliéster liso de 150 a 200 g/m², são mais fáceis de limpar que os texturizados, que acumulam resíduos nos relevos.
Cortinas longas na cozinha são desaconselhadas por questão de segurança: o contato com a chama do fogão é risco real de incêndio. O comprimento ideal é até o peitoril da janela ou no máximo 20 cm abaixo dele. Para um detalhamento específico das opções mais adequadas a esse cômodo, consulte qual melhor tecido para cortina de cozinha.
Tecido para Cortina de Banheiro: Resistência à Umidade e Higiene
O banheiro exige o tecido mais resistente à umidade entre todos os cômodos. O vapor constante do chuveiro cria ambiente propício para fungos e bactérias, que se instalam com facilidade em fibras naturais como algodão e linho. O poliéster com tratamento antimofo ou o tecido sintético tipo “tela” são as opções mais seguras: não retêm água, secam em minutos e podem ser lavados semanalmente.
Modelos de cortina para banheiro em poliéster com gramatura entre 100 e 150 g/m² oferecem privacidade sem bloquear totalmente a luz, mantendo o ambiente claro para uso diurno. Evite blackout revestido no banheiro: a camada de polímero pode descascar com o vapor constante. A higienização periódica é essencial — cortinas de banheiro acumulam até 60% mais microrganismos que cortinas de sala, segundo estudos de microbiologia ambiental.
Comparativo dos Melhores Tecidos para Cortina: Tabela de Decisão
A tabela abaixo sintetiza os critérios objetivos para comparar os tecidos apresentados. Use-a como referência rápida antes de ir à loja: identifique primeiro a função prioritária da cortina e depois cruze com o orçamento disponível e a rotina de manutenção que você está disposto a manter.
- Voil: bloqueio de luz 10–30% · gramatura 40–80 g/m² · lavagem delicada · custo baixo
- Linho: bloqueio 50–70% · gramatura 180–300 g/m² · encolhe até 5% · custo alto
- Algodão: bloqueio 40–60% · gramatura 120–250 g/m² · absorve umidade · custo médio
- Poliéster: bloqueio 50–80% · gramatura 150–280 g/m² · secagem rápida · custo baixo
- Blackout revestido: bloqueio 90–100% · gramatura 200–350 g/m² · não molhar · custo médio
- Veludo: bloqueio 80–95% · gramatura 300–500 g/m² · aspiração semanal · custo alto
- Jacquard: bloqueio 60–85% · gramatura 250–400 g/m² · lavagem a seco · custo alto
Um critério pouco discutido na hora da compra é a resistência à tração, que determina quanto peso a cortina aguenta sem deformar. Cortinas longas, com mais de 2,5 m de altura, exigem tecidos com pelo menos 180 g/m² para não esticar e perder o caimento com o próprio peso. Tecidos leves demais em janelas grandes formam “barriga” no centro e encurtam visualmente a parede.
O Que É Caimento de Tecido e Por Que Ele Importa na Cortina
Caimento é a capacidade do tecido de formar dobras verticais uniformes e estáveis quando suspenso. Depende de três fatores: gramatura, rigidez da fibra e estrutura da trama. Tecidos com bom caimento “assentam” no varão e mantêm as pregas alinhadas; tecidos com caimento ruim ficam armados, ondulados de forma irregular ou escorrem sem definição.
O caimento afeta também a percepção de altura do ambiente. Cortinas com dobras bem definidas alongam visualmente a parede, enquanto tecidos que “flutuam” sem peso encurtam o pé-direito. A escolha do tipo de prega — macho, fêmea, wave ou ilhós — interage diretamente com o caimento: pregas estruturadas exigem tecidos mais encorpados para não desmanchar.
Os 5 Tecidos com Melhor Caimento para Cortinas Longas
- Veludo de poliéster: peso elevado e superfície pilosa criam dobras profundas e estáveis
- Linho encorpado: rigidez natural da fibra mantém a estrutura das pregas por anos
- Jacquard: a tecelagem em relevo adiciona corpo e impede que o tecido “escorra”
- Sarja de algodão: trama diagonal confere peso intermediário e caimento controlado
- Blackout revestido: a camada de polímero enrijece o tecido e fixa as dobras
Para cortinas com mais de 3 m de altura, o veludo e o jacquard são as escolhas técnicas mais seguras. O peso próprio do tecido garante que as dobras se mantenham alinhadas mesmo em varões longos, sem necessidade de pesos adicionais na barra. Já o voil e o poliéster fino, em alturas superiores a 2,5 m, tendem a formar ondulações irregulares que comprometem o acabamento.
Tipos de Blackout para Cortina: Qual Escolher na Prática
O termo “blackout” é usado de forma genérica no varejo, mas existem três tecnologias distintas com desempenhos e preços muito diferentes. Comprar o tipo errado é a causa mais comum de frustração com cortinas que “não escurecem de verdade”. A diferença está na forma como o bloqueio de luz é obtido: por trama, por revestimento ou por camada adicional.
Blackout Tecido, Blackout Revestido e Forro Blackout: Diferenças e Indicações
O blackout tecido (ou blackout de trama) é um poliéster de trama muito fechada, sem nenhuma camada extra. Bloqueia entre 70% e 90% da luz, dependendo da cor — tons escuros bloqueiam mais que tons claros. É a opção mais barata e flexível, mas não entrega escuridão total. Serve para salas e escritórios, não para quartos de quem precisa de sono profundo.
O blackout revestido recebe uma ou duas demãos de polímero acrílico no verso, atingindo 95% a 100% de bloqueio independentemente da cor. É a escolha técnica para quartos e salas de projeção. A desvantagem é a rigidez: o revestimento limita o caimento e pode trincar se a cortina for dobrada com frequência ou lavada em máquina com centrifugação forte.
O forro blackout é uma peça separada, presa atrás da cortina decorativa por argolas ou velcro. Permite manter a estética de um tecido leve na frente e adicionar bloqueio total por trás. É a solução mais cara, mas também a mais flexível: pode ser removido para lavagem independente e reutilizado em outras cortinas. Para entender qual se adapta melhor ao seu caso, veja qual o melhor tecido para fazer cortina.
Forros para Cortina: Quando Usar e Qual Tipo Escolher
O forro é uma camada adicional costurada ou presa ao verso da cortina principal, com funções que vão além do bloqueio de luz: protege o tecido decorativo do sol, melhora o caimento, adiciona isolamento térmico e aumenta a privacidade. A regra prática: cortinas de tecidos leves ou médios em janelas com sol direto duram até 3 vezes mais quando forradas.
O forro também uniformiza a aparência externa da janela. Em edifícios, cortinas sem forro mostram o verso do tecido para a rua, criando um visual desordenado na fachada. O forro branco ou cru padroniza essa visão e protege a cor original da cortina, que desbota de dentro para fora quando exposta sem proteção.
Forro Blackout, Forro Voil e Forro Térmico: Vantagens de Cada Um
- Forro blackout: bloqueio total de luz, ideal para quartos; adiciona peso e melhora o caimento
- Forro voil: protege a cortina principal do sol sem escurecer o ambiente; indicado para salas
- Forro térmico: camada metalizada ou de espuma que reduz a troca de calor; economiza energia em ar-condicionado
A escolha do forro deve considerar a função da cortina no cômodo. Em quartos, o forro blackout é quase obrigatório para quem tem sensibilidade à luz. Em salas voltadas para o poente, o forro térmico reduz o calor interno e o consumo de ar-condicionado. Para um comparativo detalhado das opções, acesse qual o melhor tecido para forro de cortina.
Como Calcular a Quantidade de Tecido para Cortina
O erro mais comum na compra de cortina é calcular a metragem apenas pela largura da janela. Cortinas precisam de franzido — o tecido em excesso que forma as dobras. Sem franzido suficiente, a cortina fica esticada e sem volume, como um lençol pendurado. A regra geral é multiplicar a largura do varão por um fator entre 2 e 3, dependendo do tipo de prega.
Passo a Passo para Medir Janelas e Calcular Metragem com Precisão
- Meça a largura do varão, não da janela — o varão deve ultrapassar a janela em 20 a 30 cm de cada lado
- Defina a altura final da cortina: do ilhós ou da argola até o ponto desejado (peitoril, piso ou arrasto)
- Aplique o fator de franzido: 2x para prega wave, 2,5x para prega macho, 3x para prega fêmea ou ilhós
- Some 20 a 30 cm para barras e acabamentos
- Divida a largura total pelo comprimento do rolo de tecido para saber quantos panos serão necessários
Um exemplo real: varão de 2 m de largura com prega macho (fator 2,5x) exige 5 m de tecido na largura. Se o tecido escolhido tem 1,4 m de largura de rolo, serão necessários 4 panos de 1,4 m (total 5,6 m) para cobrir a janela com folga. Cortinas com emenda no meio dos panos são inevitáveis em janelas grandes — o ideal é posicionar as emendas nas laterais, não no centro.
Calculadora de Tecido para Cortina: Fórmula Simples e Exemplos Práticos
A fórmula base é: largura do varão × fator de franzido = largura total de tecido. Para a altura, some a medida do varão ao piso com 25 cm de margem para barra e ajuste. O total de tecido em metros quadrados é a largura total multiplicada pela altura final. Com esse número, a loja consegue orçar exatamente a metragem necessária, sem sobras desnecessárias.
Exemplo prático para quarto: varão de 2,4 m, altura de 2,6 m, prega fêmea (fator 3x). Largura total = 2,4 × 3 = 7,2 m. Altura com margem = 2,6 + 0,25 = 2,85 m. Tecido total = 7,2 × 2,85 = 20,5 m². Em tecido de 1,4 m de largura, isso equivale a 6 panos de 2,85 m. Para um passo a passo ainda mais detalhado, consulte como calcular tecido para cortina.
Dicas para Não Errar na Hora de Comprar Tecido para Cortina
A compra de tecido para cortina envolve decisões que vão além da metragem: a combinação com a decoração existente, a resistência da cor à luz, o tipo de lavagem suportado e a durabilidade esperada. Um tecido barato que desbota em 6 meses ou que encolhe na primeira lavagem sai mais caro que um tecido de qualidade comprado com planejamento.
Como Combinar Tecido, Cor e Estilo com a Decoração do Ambiente
A regra de ouro é partir do piso e dos móveis já existentes, não da parede. Cores de cortina que conversam com o tapete ou com o sofá criam unidade visual; cores que repetem a parede tendem a “sumir” no ambiente. Tecidos texturizados, como o jacquard e o linho, pedem ambientes com menos informação visual, enquanto tecidos lisos aceitam estampas e cores mais ousadas.
Para ambientes pequenos, cortinas do mesmo tom da parede alongam o espaço. Para ambientes amplos, cortinas contrastantes criam ponto focal e aquecem a decoração. A altura da instalação também importa: varão instalado a 10–15 cm do teto (e não rente à janela) aumenta visualmente o pé-direito e dá mais presença à cortina, independentemente do tecido escolhido.
Cuidados com Lavagem e Manutenção de Cada Tipo de Tecido
Cada tecido tem um protocolo de limpeza próprio, e ignorá-lo reduz drasticamente a vida útil da cortina. O voil e o poliéster fino aceitam lavagem em máquina no ciclo delicado, com água fria e sabão neutro. O veludo e o jacquard, por outro lado, exigem lavagem a seco ou profissional — a lavagem caseira pode amassar os pelos de forma irreversível e desfazer o relevo do tecido.
- Voil: lavar em saco protetor, ciclo delicado, secar à sombra
- Poliéster: lavagem em máquina a 30°C, não usar alvejante, passar a ferro baixo
- Linho: lavagem a seco ou à mão, passar úmido, aceita até 5% de encolhimento
- Algodão: lavar com frequência, secar completamente, risco alto de mofo
- Veludo: aspirar semanalmente, lavagem profissional anual, nunca centrifugar
- Blackout revestido: limpar com pano úmido, não lavar em máquina, não dobrar
- Jacquard: lavagem a seco, evitar exposição solar direta prolongada
A frequência de higienização recomendada para cortinas residenciais é de 6 em 6 meses, mesmo sem sujeira aparente. Cortinas acumulam ácaros, poeira fina e esporos de fungos que não são visíveis a olho nu, mas que afetam a qualidade do ar interno. Para quem busca um guia prático de limpeza caseira, como limpar cortina de tecido traz o passo a passo completo por tipo de material.
Perguntas Frequentes sobre Tecido para Cortina
Qual o tecido mais barato para cortina?
O poliéster liso é a opção mais econômica, com preço médio de R$ 15 a R$ 35 por metro linear. Apesar do custo baixo, entrega boa durabilidade e secagem rápida. O voil também é barato, mas sua trama delicada exige substituição mais frequente em ambientes com circulação intensa.
Qual tecido bloqueia mais o calor?
O blackout revestido e o veludo de gramatura alta são os melhores isolantes térmicos. O revestimento acrílico do blackout reflete parte da radiação solar, enquanto a estrutura pilosa do veludo retém ar e reduz a troca de temperatura. Para janelas com sol da tarde em Goiânia, o forro térmico metalizado é a solução de maior eficiência energética.
Cortina de tecido natural ou sintético: qual escolher?
Para uso diário e manutenção simples, o sintético (poliéster) vence em praticamente todos os critérios: não encolhe, seca rápido, não desbota e custa menos. Tecidos naturais como linho e algodão têm estética superior e toque nobre, mas exigem cuidados específicos e têm vida útil menor em ambientes úmidos ou com sol intenso.
Quantos metros de tecido para uma cortina de 2 metros?
Depende do fator de franzido. Para prega macho (2,5x), são 5 m de tecido na largura. Para prega fêmea (3x), 6 m. Para wave (2x), 4 m. Acrescente sempre 20 a 30 cm para barras e acabamentos. O cálculo exato está detalhado na seção de metragem deste guia.
Qual tecido não amassa?
O poliéster texturizado e o blackout revestido são os que menos amassam. O poliéster tem memória de forma e recupera o caimento com o próprio peso, sem necessidade de passar. O linho e o algodão são os que mais amassam, exigindo ferro ou vapor após cada lavagem. Para recuperar cortinas amassadas sem lavar, veja como desamassar cortina de tecido.
